Toca sua vida, toca

 
 
 
 
Toca sua vida, toca.
Esquece as decepções, as mágoas, as puxadas de tapete, as amizades mascaradas, os amores ingratos, os esforços não retribuídos, os afetos não correspondidos.
Toca sua vida, toca.
Pensa nos lugares que ainda tem pra conhecer, nas pessoas que ainda irão lhe fazer e trazer o bem, nas oportunidades muito melhores que ainda estão por vir, nos amigos de verdade que estão ao seu lado desde sempre. Não se prenda a um passado que achando que era bom você não está deixando um futuro melhor surgir.
Toca sua vida, toca.
Porque quando toca sua vida ela mesma se toca e faz o mundo girar. E quando o mundo gira tudo entra no seu lugar.
Quem estava embaixo vai pra cima, quem estava subindo em cima da cabeça dos outros despenca e as peças que estavam fora do lugar se encaixam.
Toca sua vida, toca.
Quando você toca, você sai da toca e é lá fora que a vida realmente acontece. Sai do casulo pra voar, sai do ninho pra viver, sai da toca simplesmente pra tocar. Pra tocar pra fora tudo que não merece ficar, pra espantar pra longe tudo que lhe faz paralisar, pra sacudir ao vento tudo que já virou pó.
Toca sua vida, toca.
Toca sua vida pra trocar de energia, pra mandar embora tudo que não lhe pertence e pra trazer pra perto tudo que sempre será seu. Porque quando você toca sua vida, outras vidas você também toca e até naquelas que você achou que nunca mais ia tocar, você toca, e finalmente aquela vida se toca.
E lembre-se: na engrenagem do mundo apenas as vidas certas você vai tocar, de um jeito ou de outro.
O que você não pode jamais é para de tocar…

 

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Pára-dispara, pára-dispara

Mas que dá vontade de largar tudo, dá.
Não sei, meu coração é meio inquieto; se cansa logo das mesmas coisas. Gosta de aventura, de emoção, de novidade.
Cansa da mesmice, da rotina, das coisas não serem como ele queria que fosse.
Gosta de bater aceleradamente. Quando seu batimento entra no ritmo normal, ele fica entediado. 
Ele gosta do pára–dispara. Pára quando algo o surpreende, o inova. Dispara quando volta a si e fica excitado com o novo motivo do seu pára-dispara.
Como cantava Renato Russo: “sentir seu coração perfeito, batendo à toa, isso dói”.
Ah dói. O meu dói. O seu não?
Meu coração dói quando ele bate apenas por bater. Quando ele bate apenas para me manter viva.
Mas o que é se “manter viva”? É viver sem perceber que ele está batendo?
Que graça tem não ouvir a batida do próprio coração?
Que graça tem não perceber que ele está lá, fazendo seu papel? Mas ele vai continuar fazendo seu papel. Agora, e você? Vai fazer o seu papel por ele e fazê-lo bater mais feliz?
Bom eu não consigo viver sem o pára-dispara.
Então cá estou eu pensando em como fazê-lo disparar novamente. Um novo desafio? Um novo amor? Um novo lugar pra conhecer?  Uma nova ideia?
Estou tentando, estou pensando em como fazer-me sentir o pára-dispara novamente. 
Sabe aquela sensação de quando nos falta o ar? É nessas horas que ele dá aquela disparada e você sente ele lá batendo, fazendo você sentir mais vida do que nunca. Fazendo você sentir a força da vida.
Sabe do que estou falando não é?   
Não sabe? Seu coração nunca dispara? Então é porque você só conhece a sensação dele batendo sem emoção. Na verdade você nem sabe como é a sensação, porque você nem percebe que ele bate.
Se você nunca sentiu o coração no pára-dispara, tome cuidado, porque de repente, ele simplesmente só pára…