Na calada da noite ela vem





Na calada da noite ela vem…

Eufórica, incontrolável, inevitável. Ela vem me tirar do meu descanso, do meu sono profundo, da minha paz.
Ela vem mas eu tento renegá-la. Tento não ceder, tento fazê-la ir embora e me deixar repousar, mas ela não vai. Fica lá, latente, teimosamente me perturbando. Luto o quanto posso, até me render. Então me levanto, acendo a luminária e me entrego. É rápida sua aparição. Mas depois que ela se vai, sei que ceder foi a melhor coisa que eu poderia ter feito.
Ela me aparece durante o dia também, nos mais variados locais e situações, mas é à noite que ela consegue me perturbar. Porque é o momento que mais quero ficar em paz, só, esquecer de tudo e repousar minha mente de qualquer outro pensamento. Mas ela sempre surge nesse momento.
Hoje aprendi a não recusá-la e sempre depois que me rendo ao seu chamado, fico repleta de alegria. Jamais irei recusá-la novamente, pois sem ela não sou nada. Ninguém o é.
Todos os textos que escrevo aqui, vem dela.  De vez em quando, de uma forma ou de outra, ela aparece para todos. Sim, cada um tem a sua, a sua INSPIRAÇÃO.
Você achou que fosse o quê, fome?
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